Por: Jota Santos
Indo direto ao ponto, o pobre de direita não é só
um ingênuo e ignorante que tem problemas cognitivos; ele também se sente
atraído pelo indivíduo que vive pregando bons costumes e falando de Deus,
pátria e família, mas na calada da noite enche os bolsos com o dinheiro
público. Mas não é o nosso objetivo avaliarmos o caráter desse cidadão
contaminado por esse vírus que contaminou o país.
Portanto, ser pobre de direita no país como o
Brasil, que viveu mais de trezentos anos de escravidão, que desde sua fundação
só teve políticas voltadas à elite, que a classe trabalhadora sempre foi vista
e tratada como descartável e relegada à segunda categoria de seres humanos. Não
é só um atestado de estupidez, é a comprovação de que há um projeto maligno de
um grupo que verdadeiramente tem um propósito muito claro.
A direita odiosa, que habilmente arregimentou uma
grande gama de cidadãos, trabalhadores, donas de casa, pequenos empresários,
formando o que se convencionou chamar “pobre de direita”, só tem um objetivo: o
poder para perpetuar o grande projeto que, nas palavras do Ricardo Salles,
representa “deixar a boiada passar” para todo tipo de arbitrariedade de um
governo que não tenha nenhum compromisso com a população que está na base da
pirâmide.
O leitor deve estar pensando que o nosso objetivo
é ofender ou ser tão agressivo quanto à ultradireita. Não, muito pelo
contrário, estamos tentando alertar para o grande risco que esse país está
vivendo e, para isso, precisamos pontuar o quanto a nossa sociedade foi contaminada
pelo vírus da intolerância e da ignorância, o qual é o combustível que move a
direita odiosa que tenta de todas as formas se apropriar de uma nação
democrática.
